Neta de uma francesa, Carina Barlett, que da o nome a Boulangerie (padaria em francês) sempre foi ligada a culinária, trabalhou com os melhores chefs do Rio Grande do Sul, mas foi a paixão por pães que a motivou a abrir uma padaria seguindo a risca os moldes das boulangeries francesas.Os pães sempre foram uma fonte de inspiração para Carina que quando criança brincava com massa de pão enquanto a avó fazia seus quitutes.A primeira lembrança de infância de Carina é da fazenda da família, ao redor do forno de barro e do fogão à lenha, acompanhando a avó francesa no preparo das receitas. Ela era craque em pães e bolos e ensinou à neta o que sabia e, acima de tudo, a paixão pelos métodos dos preparos. Lembra bem de sua avó, que era extremamente cuidadosa e caprichosa em tudo o que fazia.
Da cozinha da casa da avó, Carina partiu para cozinhas de restaurantes e montou sua empresa, como fornecedora, principalmente, de canapés para eventos. Até que outro padeiro famoso, o francês Olivier Anquier provocou a gaúcha a esquecer quitutes de festa e partir para o que realmente era seu dom, os pães.
Depois de dois anos em uma pequeníssima loja na Av. Barros Cassal, Carina se mudou há 10 meses para um novo espaço que tem dois andares, e 214 m2 O imóvel foi escolhido principalmente pelo projeto original do piso superior, onde funciona a produção da padaria e trabalham hoje 4 pessoas, tem imensos janelas de vidro, Assim, quem passa na rua pode ver da rua a produção artesanal dos pães.
Junto com o marido, Marco supervisionou e projetou cada ambiente do casarão. Carina se preocupa em seguir à risca receitas clássicas da panificação francesa. A casa só trabalha com pães sem recheios. No inicio os clientes perguntavam a Carina que recheio tinha o croissant ela respondia que não tinha recheio, os clientes estranhavam, por isto chegava a fazer degustação de quase metade da produção de croissants, os clientes provavam e aprovavam o produto.
Em nenhuma receita é usada gordura vegetal, apenas manteiga, a Aviação, isso aliado à fermentação natural (à base de frutas como maca, uva passa, laranja ou leite), deixa os produtos muito leves e saborosos.
Não há pré-mistura nas especiarias da casa, como nas boulangeries francesas, “não há produção em grande quantidade. O processo artesanal é lento. O diferencial se reflete na durabilidade dos pães” afirma Carina.
O pão italiano é feito com levedura do leite, a baguete francesa e feita com levedura de laranja.
O pão francês apenas farinha, água e sal (levedura natural) demora aproximadamente 3 horas, porém alguns outros pães podem levar até 18 horas para o preparo.
Além das baguetes e do pão francês a casa possui croissants, pao de aveia, pão de abóbora, pão de nozes e damasco, pan au chocolat, e maravilhosos e legítimos brioches.
Na boulangerie, assim como na França os pães ficam em exibição em balcões de vidro sobre bandejas de palha, simples e extremamente charmoso. E as baguetes ficam em cestos idênticos aos franceses.
A padaria oferece ainda uma conveniência de primeira linha, com azeites, pastas, frios, queijos, doce de leite.
Carina Barlett Boulangerie
Rua João Telles, 237 (esq. com av. Vasco da Gama)
Bom Fim – Porto Alegre – RS
(51) 3312.8229